Rock `n Py

Banda BETAGROOVEBAND.

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Vocês conhecem a banda BETAGROOVEBAND? Indico super, segue aqui um belo texto de apresentação de Antonio Carlos Monteiro – Redator da Revista Roadie Crew. Com a apresentação de Antônio sobre a banda, não preciso dizer mais nada.

A banda destila o seu melhor e nos faz lembrar por amamos tanto o Rock ‘n Roll. É sempre muito bom ouvir BETAGROOVEBAND.

BETAGROOVEBAND

Reza a lenda que, num belo dia, um velho guitarrista de blues mandou um recado a um colega bem mais jovem e que se dedicava com afinco a tocar a maior quantidade possível de notas na maior velocidade que conseguisse: “Diga pra esse moço que essa nota que ele está procurando eu já achei há décadas.”

Fato ou lenda, essa história serve para ilustrar/definir com rara felicidade o trabalho musical de Tony Babalu, um dos primeiros guitarristas brasileiros a entender e produzir rock de verdade por aqui. Desde os anos 70 na ativa, Babalu tem um currículo que pode ser considerado um verdadeiro “quem é quem” do rock nacional. Entre seus principais trabalhos está uma longa e prolífica parceria com Oswaldo Vecchione, fundador, coração e alma do Made In Brazil, banda que se encaminha para completar inacreditáveis 45 anos de existência ininterrupta.

Inquieto como convém aos músicos e criativo como é inevitável aos grandes artistas, Babalu agora se lança de cabeça e sem rede de proteção a uma nova aventura: Betagrooveband. Assim mesmo, tudo escrito junto, como que a representar em termos gráficos a urgência desse novo projeto, um power trio dedicado a fazer rock instrumental. Dois jovens abraçaram a ideia junto com o guitarrista. No baixo, PV Ribeiro é técnico e competente em sua função de harmonizar e encorpar as frases que ao mesmo tempo acompanham e duelam com a guitarra. Marina Abramowicz é a bela que vira fera atrás do kit simples mas de raro timbre. Como convém aos grandes bateristas, ela se encarrega do motor que empurra a banda. E à frente de tudo está Babalu, colocando seu feeling e sua elegância inesgotáveis em temas em que suas influências se misturam de forma totalmente própria: muito soul, algo de funk, uma pitada de jazz e rock sem economia brotam da Fender Stratocaster sempre timbrada com esmero e com clareza, permitindo que o ouvinte não só compreenda cada nota emitida mas, principalmente, viaje junto com o Babalu – sim, ele é daqueles músicos que se entregam em cena, algo raro nesses dias de música pré- fabricada e feita para ser consumida de pé com a barriga encostada no balcão.

Você não vai ver a Betagrooveband no programa de maior audiência da televisão, nem na trilha da novela, muito menos na parada de sucesso. Isso importa? Nesse contexto, é claro que não. E, melhor que tudo, sempre que você se deparar com Babalu, PV e Marina em cima de um palco vai ver os três dando o sangue, como se houvesse um estádio lotado diante deles. Fala sério: o que mais se pode exigir de uma banda de rock?

 

Antonio Carlos Monteiro

Jornalista e crítico musical Redator da Revista Roadie Crew http://www.roadiecrew.com.br/

 

 

 

 

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